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Blog de luís roberto carvalho
 


Autofagia no Tela Digital

Já ia me esquecendo, Tela Digital na TV Brasil, domingo às 19h30



Escrito por luís roberto carvalho às 14h04
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Autofagia no Tela Digital

O curta Autofagia será exibido neste domingo (12/07), no programa Tela Digital, que começa às 19h30.
 
Divulgue para seus conhecidos e não se esqueça que a competição também conta com voto do público.
 
Seu vídeo já foi visto mais de 10 vezes ( http://www.teladigital.org.br/templates/Player.aspx?contentId=4070 ).
 
Abraços,
 
Equipe Tela Digital


Escrito por luís roberto carvalho às 12h36
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Exposição Virtual de Gravuras



Escrito por luís roberto carvalho às 12h29
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"O homem que é alegre encontra sempre uma saída. Podemos produzir alegria. É preciso, já na noite anterior, garantir a felicidade do dia seguinte, nem que seja a de regar plantas ou alimentar passarinhos."
Brecht


Escrito por luís roberto carvalho às 15h02
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As mais mais da semana



Escrito por luís roberto carvalho às 15h00
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Conexão Mundo da Lua

Dá pra ver muita coisa daqui de cima,

Mas a visão é meio turva, muita neblina.

Vejo daqui de um meridiano ao outro,

E apesar da amplidão, tem hora

Que não enxergo direito, e vejo umas

Coisas meio nubladas, com certo defeito.

Tirando isso, é tudo lindo, é tudo azul.

E essa é parte boa quando se tem;

Quando se vive com a cabeça

Tendo a lua como próprio mundo.

Um café, um domeq, um cigarro;

Aqui tudo é muito blues.

Mas o bolso se recente e desagrada

Quando fazemos da lua nossa morada.

 

Quem não liga muito para isso

É São Jorge de São Sebastião:

Se diverte eternamente lutando contra seu Dragão.



Escrito por luís roberto carvalho às 19h47
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Sobre a Pintura Contemporânea

A pintura é um caso de linguagem de arte autônoma entre outras, e apesar das escolhas e teorias estéticas ou poéticas de cada representante de linhagens e programas diferentes, o fato é que o que sempre existe como sua preposição é o jogo com a tinta.

Fazendo um contraponto junto à literatura, que se divide em dois universos: a prosa e o verso; universos esses que vão se subdividindo, como numa árvore genealógica, em compartimentos ainda mais fechados. No caso da prosa, se subdivide entre linguagens da ficção (contos, novelas, romances) e a, digamos, documentais (ensaios e crônicas). Já no caso do verso podemos citar, só para exemplificarmos, as redondilhas, os versos alexandrinos, decassílabos, e os livres em geral. Porém, todas essas linguagens bebem de uma mesma fonte: o jogo com as palavras, com a linguagem verbal.

Acontece o mesmo com relação à pintura. Apesar de se valer da mesma matéria-prima (o jogo com a tinta), cada linguagem pictórica (aquarela, guache, acrílica, óleo, etc.) existem e exigem técnicas autônomas entre si; prescindem tratamentos diversificados com relação ao tipo de pigmento utilizado.

Seria uma blasfêmia dentro do âmbito acadêmico tratar uma tinta a óleo da mesma maneira que um acrílico ou, indo mais além, com a fluidez de uma aquarela. Isso iria contra toda a história da arte pictórica e seria visto como um anacronismo ou até taxado como ignorância pelos especialistas de plantão.

Talvez por essa razão estanque que de tempos em tempos é anunciada a morte da pintura como linguagem artística, pois como disse, mantendo-se como técnicas estanques, não evolui junto aos paradigmas estéticos que nunca cessam de se transformar.

Então como pensar a pintura dentro do conceito de Arte Contemporânea, que traz como um de seus mais fortes paradigmas, a noção de efemeridade? Como pensar em termos de uma Pintura Contemporânea, não atentando apenas a programas poéticos, e sim, colocando em questão a própria técnica pictórica?

Penso que a saída para esse tipo de questão seria a contravenção técnica, ou seja, porque não utilizar o óleo da forma de uma aguada de aquarela? Além da fluidez adquirida desse tipo de técnica da aquarela, ganharia em termos plásticos, o brilho que nenhuma aquarela conseguiria obter. Um problema decorrente estaria no tempo levado para tal quadro secar. Mas com uma boa dose de paciência, e consciência das experiências que podem ser levadas a cabo com os tipos de secantes existentes, poderia realmente, a Pintura ser tratada como Contemporânea. Porque de resto, é sempre tudo mais do mesmo.



Escrito por luís roberto carvalho às 19h45
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As Mais mais da Semana



Escrito por luís roberto carvalho às 16h13
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Lei pela proibição de carros em lugares fechados

Quando o mundo se tornou "políticamente correto", veio junto na bagagem, o fundamentalismo, e como costumam dizer os modernetes: o mundo se tornou gay. E não deixa de ser engraçado, para não dizer anacrônico, um mundo gay e intolerante.

Durante um certo período da história, fumar era visto como algo sedutor e glamoroso, claro que por conta da indústria do tabaco e seu lobby dentro de uliúde. As primeiras feministas faziam questão de segurar entre os dedos um cigarro, para escândalo da sociedade machista de plantão. Era um sinal de liberdade, de rebeldia.

Hoje em dia, esse hábito é visto como execrável, e o fumante, visto como uma espécie de vírus propagador do câncer; um poluidor em potencial do ar que os pobres "politicamente corretos" respiram.

Agora, quanto mais carros o sujeito possuir, mais bacana ele será aos olhos dos mesmos, afinal, para que usar meios de transporte públicos? Isso é coisa para pobres, para iletrados, ou no mínimo, fumantes. Pessoas de caráter não poluem o ar dos outros utilizando dos famigerados tabacos, pessoas de caráter têm vários carros para escapar dos rodízios de plantão e não se misturar com os que não são da mesma classe.

Pessoas de caráter seguem a moda e compram de tudo que os departamentos de marketing lhes dizem que devem ter, mesmo que não tenham necessidade alguma para o determinado produto.

Em nosso mundo "politicamente correto", o que importa é ter, assim será mostrado se você tem um bom ou um mal caráter. O juízo do dia é feito sobre os bens que tens.

E se você não liga para carros, roupas ou para as casas bahia, me desculpe, você não passa de mais um mal caráter. E se além disso, se você gosta de saborear um bom tabaco, uma bebida alcoólica, ou qualquer outro tipo de droga, então você não vale nada!

P.S.: Lanço aqui uma campanha contra o uso de automóveis dentro de recintos fechados: estacionamentos subterrâneos, shopping centers e dentro de túneis em geral. Vamos acabar com todo o mal! Uma campanha por um mundo ainda mais "politicamente correto".



Escrito por luís roberto carvalho às 22h21
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As Mais mais da Semana



Escrito por luís roberto carvalho às 18h42
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As Mais da Semana



Escrito por luís roberto carvalho às 14h55
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Vida de Poeta

Acima de tudo, sou poeta

Poetizando principalmente

Sobre imagens estáticas

Através da fluidez da tinta;

Da fluida imagem do tempo

Em movimento do audiovisual,

Fazendo mais uso das víceras

Do que do olhar racional.



Escrito por luís roberto carvalho às 14h42
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Travelling para uma vida

Pelo longo e lento leito do rio corrente,

Passam de dores a tesouros ardentes

Que da superfície passam despercebidos:

O jorrar do espaço e tempo preenchidos;

O gerúndio como progresso intermitente;

O som em grandes ondas brandas revoantes.

O cintilar de toda luz remanescente

Reluzindo a pedra bruta a ser polida

Que de corredeiras surgem desavizadas,

A memória prima a correr desvairada;

O devir que se prosta como constante.

A fluidez de toda despedida,

A poesia de toda consoante.



Escrito por luís roberto carvalho às 20h52
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"Ser poeta é multiplicar a dialética temporal, é recusar a continuidade fácil da sensação e da dedução; é recusar o repouso catagênico para acolher o repouso vibrado, o psiquismo vibrado."

Bachelard



Escrito por luís roberto carvalho às 21h13
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A corte seco

Foi então que ele descobriu que ainda não havia adentrado até o ponto final. Ainda havia uma porta cerrada, logo, um outro cômodo a ser descortinado. E sentiu o peso da fadiga. E empalideceu frente a mais uma possibilidade que se mostrava depois de tanto tempo escondida dentro de si. Ou melhor, escondida em si. Não sabia se teria forças para mais uma maçaneta. Mais um descortinar de fatos oblíquos. Porém, quando próximo, não se deixou de reinvidicar mais uma vivência desconhecida. A curiosidade o leva até os últimos atos. Até a criação da vida.



Escrito por luís roberto carvalho às 21h10
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