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Blog de luís roberto carvalho
 


o autodidata não carrega consigo as amarras institucionalizadas por gerações anteriores a sua. caminha acompanhado pela liberdade da experimentação empírica que o impulsiona ao desconhecido. o autodidatismo não é sinônimo de dandismo, e sim de rigorosa metodologia subjetiva conquistada através do estudo da cultura existente. subjetiva porque ela é criada de forma autônoma, e não a partir de programas impostos por padrões conservadores jé estabelecidos.



Escrito por luís roberto carvalho às 16h43
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e enquanto todos procuravam um lugar confortável longe do litoral, eu perguntava: hey? e agora? o que vocês pretendem fazer? como será a partir de agora? quer que eu te reproduza? fico onde nunca consegui cruzar. mas ainda tento.

Escrito por luís roberto carvalho às 16h36
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O Império dos Sonhos

O Império dos Sonhos, de David Lynch, é um de seus filmes mais radicais. Neste filme, o cineasta quebra a noção existente entre o cinema narrativo e não-narrativo, colocando os dois paradigmas convivendo dentro de uma mesma obra cinematográfica, num telegrafismo de imagens - tanto verbais quanto visuais - em que vai desenvolvendo uma história sobre a decadência física e emocional de uma personagem que interpreta uma atriz de cinema.
A história desenrolasse de forma não cronológica, onde o autor entrelaça o começo, o meio e o fim, quebrando noções espaço-temporais do cinema clássico, numa metalinguagem estrutural onde a história da personagem se mistura å história do filme contido dentro do filme, na qual a atriz interpreta uma atriz que está na produção de um filme em que sua personagem aparece em vias de cometer um adultéreo que ressoa em sua vida "real".
Realidade, delírio e ficção convivem dentro de uma narrativa impressa sobre imagens que nos remetem aos processos de produção audiovisuais do cinema e mesmo da televisão, esta representada nas cenas dos coelhos, onde Lynch faz uso das risadas pré-gravadas, tão usadas nos programas humorísticos de tv.
O que interessa para o diretor não é a linearidade da história, mas a atmosfera criada pelo encadeamento das imagens, que se apresenta interligada com a atmosfera da fotografia. Tudo é mistério. Tudo parece se converge para a dissolução de sentidos. Lynch faz com que o espectador mergulhe em sua montagem onírica.
Direção, fotografia e montagem convergem para essa atmosfera de mistério, o sentido - se ele existe - encontra-se numa representação que vela em vez de revelar. É o próprio Lynch quem assina a produção, direção, fotografia e montagem. Cinema mais autoral que o de Lynch, impossível.

Escrito por luís roberto carvalho às 17h11
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o subsídio dos filmes estrangeiros encontra-se na mentalidade colonizada de nossa intelligentzia, que por falta de alto-estima, legitimiza qualquer tipo de produção estrangeira, enquanto diminui de forma nefasta tentativas de linguagem e produção nacionais fora do formato comercial, mantendo a velha ilusão de uma indústria cinematográfica tupiniquim: um paradoxal tiro no pé.

Escrito por luís roberto carvalho às 16h45
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quando criança me habituei com a solidão. subia numa árvore e passava a tarde lendo livros e gibis. e esperava minha mãe chamar. mas ela não chamava. e então ficava lendo.
fui crescendo, fui lendo, e, tirando alguns amigos, me afastava inconscientemente de todo convívio social por causa da timidez, por me achar esquisito. hoje em dia sou totalmente adaptado ao silêncio de estar sozinho, e as pessoas acham isso esquisito. no trabalho acham esquisito o fato de eu almoçar sozinho. os amigos acham esquisito sair para beber sozinho. as mulheres acham esquisito o fato de querer passar o sábado å noite sozinho.
eu acho extremamente prazeroso quando chego em casa e tiro os sapatos, e coloco uma música que me envolve e faz com que me esqueça do tormento que é encarar o metrô na hora do rush, com as pessoas se acotovelando e dando de "espertas" umas sobre as outras. convívio social? prefiro conviver com meu copo, com uma boa dose, e uma boa música inspirando pensamentos e sentimentos relaxantes que me movem no processo criativo.
hoje continuo lendo, mas não existe mais a arvore. e não espero mais minha mãe me chamar. hoje ela chama, mas eu não escuto.

Escrito por luís roberto carvalho às 09h22
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7 Mostra do Filme Livre - Rio de Janeiro

http://www.mostradofilmelivre.com



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Escrito por luís roberto carvalho às 14h36
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21 Mostra do Audiovisual Paulista

http://www.mostraaudiovisual.com.br



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Escrito por luís roberto carvalho às 14h36
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7 Mostra do Filme Livre - Rio de Janeiro

Autofagia selecionado para a 7 Mostra do Filme Livre
de 19 de fevereiro a 9 de março de 2008

terceira mostra do filme!

Escrito por luís roberto carvalho às 10h53
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