Travelling para uma vida
Pelo longo e lento leito do rio corrente, Passam de dores a tesouros ardentes Que da superfície passam despercebidos: O jorrar do espaço e tempo preenchidos; O gerúndio como progresso intermitente; O som em grandes ondas brandas revoantes. O cintilar de toda luz remanescente Reluzindo a pedra bruta a ser polida Que de corredeiras surgem desavizadas, A memória prima a correr desvairada; O devir que se prosta como constante. A fluidez de toda despedida, A poesia de toda consoante.
Escrito por luís roberto carvalho às 20h52
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"Ser poeta é multiplicar a dialética temporal, é recusar a continuidade fácil da sensação e da dedução; é recusar o repouso catagênico para acolher o repouso vibrado, o psiquismo vibrado." Bachelard
Escrito por luís roberto carvalho às 21h13
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A corte seco
Foi então que ele descobriu que ainda não havia adentrado até o ponto final. Ainda havia uma porta cerrada, logo, um outro cômodo a ser descortinado. E sentiu o peso da fadiga. E empalideceu frente a mais uma possibilidade que se mostrava depois de tanto tempo escondida dentro de si. Ou melhor, escondida em si. Não sabia se teria forças para mais uma maçaneta. Mais um descortinar de fatos oblíquos. Porém, quando próximo, não se deixou de reinvidicar mais uma vivência desconhecida. A curiosidade o leva até os últimos atos. Até a criação da vida.
Escrito por luís roberto carvalho às 21h10
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Pensamento do dia; senão da vida
Como se dá a relação entre o real e o imaginário? Cada vez mais vejo pessoas toscas arrotando caviar; pessoas humildes sem enxengar seu verdadeiro valor. E eu no meio disso tudo sem saber aonde estou.
Escrito por luís roberto carvalho às 21h04
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